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No próximo ciclo do iGaming regulado, contexto será tão importante quanto tecnologia”

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O Esportes Gaming Brasil, companhia 100% nacional por trás das marcas Esportes da Sorte, Onabet e Lottu, vive um dos seus períodos mais ativos desde o lançamento sob o marco regulatório brasileiro de apostas.

O grupo se posiciona hoje como o segundo maior operador do país, com a maior parte da sua tecnologia desenvolvida e gerida internamente a partir de Recife, no Nordeste brasileiro.

A companhia conquistou a certificação Great Place to Work, o ouro no Prêmio CX ClienteSA 2026 na categoria “Apostas Esportivas e Jogos Online”, após auditoria independente conduzida pela V2 Consulting,

O Esportes da Sorte acaba de lançar duas campanhas de grande repercussão: “Torça como um Corinthiano”, construída em torno da parceria da marca com o Corinthians e da resiliência de uma das torcidas mais apaixonadas do futebol brasileiro, e “Convoque“, campanha multiplataforma para a Copa do Mundo que transforma o icônico chapéu azul do Esportes da Sorte em um universo narrativo com criadores, músicos e personalidades do esporte.

No centro da infraestrutura tecnológica da companhia está Ruy Conolly, Chief Technology Officer do grupo.

Nesta entrevista, Conolly fala sobre como a companhia construiu sua própria camada interna de inteligência para risco, dados e governança; por que o Nordeste se tornou um hub estratégico real para o iGaming no Brasil; e o que significa tratar o compliance como infraestrutura e não como burocracia.

GA – Ruy, você estruturou uma camada interna de inteligência operacional, dados e governança de risco. Como essa tecnologia se diferencia das soluções de mercado e qual foi o maior desafio técnico ao integrá-la aos fluxos críticos da operação?

Ruy Conolly – Eu costumo dizer que a principal diferença não está apenas no uso de inteligência artificial, mas na capacidade de transformar dados operacionais em decisão confiável e auditável.

As soluções de mercado são importantes e cumprem um papel relevante, mas muitas vezes chegam como camadas externas, padronizadas, com baixa aderência ao contexto real da operação.

O que buscamos internamente foi construir uma camada de inteligência mais próxima da jornada transacional, dos eventos operacionais, dos sinais de risco e dos requisitos regulatórios brasileiros.

O maior desafio técnico não foi simplesmente processar volume. Volume se resolve com infraestrutura. O desafio real foi criar uma arquitetura em que os dados fossem consistentes, auditáveis e úteis para tomada de decisão.

Em uma operação regulada, um sinal mal calibrado pode gerar fricção desnecessária para o cliente, enquanto um sinal ausente pode gerar risco para a empresa. Então a tecnologia precisa equilibrar velocidade, precisão e governança.

Para mim, esse é o ponto central: IA em iGaming não pode ser tratada como ornamento. Ela precisa estar ligada a dados bem estruturados, rastreabilidade, critérios claros e capacidade de revisão humana.

Você frequentemente destaca o Nordeste como um motor estratégico. Como a localização da sua equipe de tecnologia influencia na agilidade para implementar mudanças regulatórias em comparação com operadoras que dependem 100% de plataformas estrangeiras?

A localização influencia menos pelo CEP e mais pela proximidade cultural, operacional e decisória com o problema.

O Nordeste tem uma característica muito forte de execução. As pessoas estão próximas do negócio, entendem o comportamento do público brasileiro, conhecem a dinâmica local de pagamento, atendimento, aquisição, risco e operação.

Isso cria uma vantagem importante em um mercado regulado, porque a regulação não é apenas uma regra jurídica; ela precisa virar fluxo de produto, validação de dados, permissão, relatório, alerta, atendimento e experiência do usuário.

Quando uma operadora depende 100% de uma plataforma estrangeira, muitas vezes ela entra em uma fila global de prioridades.

A mudança regulatória brasileira concorre com demandas de outros países, outros mercados e outros roadmaps. Quando você tem inteligência técnica local, consegue traduzir a exigência regulatória em execução com muito mais velocidade.

O Nordeste, nesse sentido, não é uma alternativa periférica. É um centro real de capacidade operacional, tecnológica e estratégica para o setor.

Você esteve à frente de iniciativas educativas, como workshops sobre manipulação de resultados para atletas. Como o seu time de tecnologia trabalha em conjunto com ferramentas de monitoramento global, como Sportradar, para detectar anomalias que possam indicar manipulação de resultados?

A integridade esportiva precisa ser tratada como um ecossistema. Não existe uma única ferramenta, uma única base ou uma única leitura capaz de resolver tudo sozinha.

Ferramentas globais de monitoramento são fundamentais porque trazem uma visão ampla de mercado, padrões internacionais, movimentações atípicas e inteligência especializada.

O papel do time de tecnologia interno é conectar esses sinais com a realidade operacional da casa: dados de apostas, comportamento transacional, histórico, exposição, limites, padrões de recorrência e contexto local.

Mas existe um ponto importante: tecnologia não substitui governança. Ela organiza sinais, reduz ruído, melhora tempo de resposta e ajuda a priorizar investigação. A decisão responsável exige processo, análise humana, registro, rastreabilidade e interação com áreas como risco, compliance, jurídico e integridade.

Nos workshops, a mensagem para atletas é complementar a isso: manipulação de resultados não é apenas um problema de aposta. É um problema de educação, cultura, prevenção e responsabilidade

coletiva. Tecnologia ajuda a detectar, mas o setor precisa também atuar antes do problema acontecer.

Ao integrar soluções de parceiros, qual é o seu critério técnico principal para garantir que a experiência do usuário não sofra latência, considerando a infraestrutura de internet brasileira?

O primeiro critério é entender que integração não pode ser tratada apenas como conexão técnica. Integração é experiência do usuário, risco operacional e reputação da marca.

Antes de qualquer integração relevante, avaliamos estabilidade, tempo de resposta, resiliência, observabilidade, capacidade de auditoria e impacto na jornada. Não basta o parceiro funcionar em um ambiente controlado.

Ele precisa funcionar bem na realidade brasileira, com diferentes dispositivos, redes móveis, regiões e padrões de conectividade.

O ponto principal é desenhar a arquitetura para evitar que uma dependência externa degrade a experiência como um todo. Isso envolve monitoramento, filas, tratamento de falhas, retentativas controladas, logs claros, SLAs bem definidos e uma visão muito objetiva sobre o que é crítico para o usuário.

No fim, o usuário não quer saber se a latência veio da plataforma, do provedor, do jackpot, do meio de pagamento ou da autenticação. Para ele, a experiência é uma só. Por isso, o CTO precisa olhar integração como produto, não apenas como API.

Você mencionou que o iGaming virou um “empilhamento” de integrações que gera ruído. Na sua visão, qual é o primeiro passo para um CTO “desempilhar” essas camadas e devolver ao executivo uma visão clara, sem dashboards inflados e métricas redundantes?

O primeiro passo é separar dado de decisão. O mercado de iGaming criou uma cultura de muitos dashboards, muitas telas, muitos relatórios e pouca clareza.

Isso dá uma sensação falsa de controle. O executivo não precisa de mais uma tela; ele precisa entender o que está acontecendo, qual risco merece atenção, qual indicador realmente move o negócio e qual métrica está apenas repetindo outra com nome diferente.

Para “desempilhar”, o CTO precisa mapear as fontes de verdade. Quem é o dono do dado? Qual sistema registra o evento original? Qual métrica é operacional, qual é financeira, qual é regulatória e qual é apenas analítica? Sem isso, cada área cria seu próprio número, e a empresa passa a discutir relatório em vez de discutir decisão.

Depois vem a governança: padronização de conceitos, reconciliação, rastreabilidade, redução de redundância e construção de uma camada executiva simples.

A boa arquitetura não é a que mostra tudo. É a que mostra o essencial com confiança.

Como a estruturação de uma autenticação federada e a segmentação real de permissões deixam de ser apenas um item de segurança e passam a ser uma ferramenta de velocidade para o negócio?

Quando autenticação e permissões são mal desenhadas, segurança vira burocracia. Quando são bem desenhadas, segurança vira velocidade.

Em uma operação regulada, cada área precisa acessar o que é necessário para executar bem, mas sem exposição indevida de dados sensíveis. Se tudo depende de liberações manuais, exceções, acessos genéricos ou perfis amplos demais, a empresa fica lenta e vulnerável ao mesmo tempo.

A autenticação federada e a segmentação real de permissões criam um modelo mais maduro: acesso por função, trilha de auditoria, segregação de responsabilidade e redução de risco operacional.

Isso permite que tecnologia, compliance, atendimento, financeiro, risco e liderança trabalhem com mais autonomia, mas dentro de limites claros.

O ganho para o negócio é direto. Menos fricção interna, menos improviso, menos risco de vazamento, mais velocidade para lançar produtos, responder auditorias, atender regulador e tomar decisão.

Como a tecnologia da Esportes da Sorte está estruturada para garantir que o crescimento seja sustentável e não “frágil”, especialmente quando a escala de usuários sobe bruscamente?

Crescimento frágil é aquele que depende apenas de campanha, mídia ou volume. Crescimento sustentável exige estrutura.

Do ponto de vista tecnológico, isso passa por alguns pilares: dados confiáveis, integrações resilientes, observabilidade, segurança, governança de acesso, capacidade de auditoria e processos preparados para escala.

Em iGaming, não adianta crescer se a operação não consegue conciliar pagamentos, responder ao usuário, monitorar risco, proteger dados e cumprir exigências regulatórias.

A tecnologia precisa ser pensada como infraestrutura crítica. Ela não aparece apenas quando há problema. Ela sustenta a experiência do usuário, a operação financeira, a relação com parceiros, o compliance e a credibilidade da marca.

A minha visão é que escala não se mede apenas por quantos usuários entram. Mede-se por quanto da operação continua confiável quando esse volume cresce rapidamente.

É aí que se separa uma operação madura de uma operação apenas barulhenta.

Você disse no BiS SiGMA Americas que tecnologia não é mais diferencial, mas sim a execução. O que o time técnico no Nordeste entrega hoje, em termos de proximidade com o problema, que as soluções “enlatadas” estrangeiras não conseguem acompanhar?

A tecnologia virou mais acessível. Cloud, IA, APIs, provedores, dashboards e ferramentas estão disponíveis para todos. O diferencial deixou de ser ter acesso à tecnologia. O diferencial passou a ser saber executar com contexto.

Um time técnico próximo do problema entende as particularidades do usuário brasileiro, do PIX, da operação local, da regulação, do atendimento, da fraude, da comunicação e da velocidade com que o mercado muda. Essa proximidade permite ajustar rota mais rápido e construir soluções menos genéricas.

Soluções estrangeiras são importantes e fazem parte do ecossistema, mas muitas vezes elas chegam com uma lógica global. O Brasil exige adaptação. O Nordeste entrega justamente essa leitura de campo: menos distância entre problema, decisão e execução.

Na prática, isso significa transformar complexidade em rotina operacional. E essa talvez seja uma das capacidades mais valiosas do mercado regulado.

Muitos veem o compliance como um freio. Como você está desenhando a arquitetura para que as novas regras de 2026 sejam integradas de forma nativa, transformando o compliance em proteção em vez de fricção?

Compliance vira freio quando é colocado no final do processo. Quando a empresa desenha produto, dados e operação sem considerar compliance desde o início, qualquer exigência regulatória parece um obstáculo.

A arquitetura precisa nascer com compliance embutido. Isso significa dados rastreáveis, permissões bem definidas, logs, trilhas de auditoria, conciliação, validação de identidade, monitoramento de comportamento, regras de exposição, gestão de risco e relatórios consistentes. Tudo isso precisa fazer parte do desenho operacional, não ser uma camada improvisada depois.

Quando compliance é nativo, ele protege o negócio, o usuário e a marca.

Ele reduz retrabalho, evita decisões sem evidência, melhora a relação com reguladores e dá mais confiança para crescer.

A grande mudança de mentalidade é entender que compliance não compete com crescimento. No mercado regulado, compliance é uma condição para o crescimento ser duradouro.

Como você vê a evolução do Nordeste como o segundo maior polo de iGaming? É uma questão de custo operacional ou existe uma “escola de execução” específica que está surgindo na região?

Reduzir o Nordeste a custo operacional é não entender o que está acontecendo.

Existe, sim, uma escola de execução surgindo na região. Ela combina proximidade com o mercado consumidor, capacidade técnica, pragmatismo, velocidade de adaptação e uma cultura muito forte de resolver problema real.

O Nordeste não está apenas fornecendo mão de obra. Está formando lideranças, times técnicos, operações, visão de produto e inteligência de mercado.

O iGaming brasileiro exige uma combinação rara: tecnologia, regulação, dados, marketing, pagamentos, atendimento, risco e responsabilidade.

Essa combinação não se constrói apenas importando plataforma. Ela se constrói com gente que entende o território, o usuário e a operação.

Vejo o Nordeste como um polo estratégico porque ele entrega algo que o mercado vai precisar cada vez mais: execução com contexto.

E, no próximo ciclo do iGaming regulado, contexto será tão importante quanto tecnologia.

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Andréa Curral

“No iGaming, marcas sólidas dependem de consistência, experiência e relacionamento de longo prazo”

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Com uma trajetória construída em grandes grupos globais de mídia, entretenimento e varejo digital, Andréa Curral chega ao Grupo Esportes Gaming Brasil para ocupar o cargo de Diretora de Marketing em um momento estratégico para o mercado brasileiro de apostas regulamentadas.

Após passagens por empresas como Privalia, Discovery e Warner Bros., a executiva assume o desafio de fortalecer o posicionamento institucional e a estratégia de marca das operações Esportes da Sorte, Onabet e Lottu em um cenário cada vez mais competitivo, regulado e orientado por experiência do consumidor.

Em meio ao amadurecimento do setor de iGaming no Brasil, temas como branding, jogo responsável, aquisição eficiente, reputação e conexão cultural ganham relevância crescente para operadoras que buscam crescimento sustentável e diferenciação de longo prazo.

Nesta entrevista exclusiva ao Gaming Americas, Andréa Curral fala sobre como sua experiência em mercados tradicionais contribui para a construção de marcas mais sólidas no iGaming, o papel do marketing na promoção do jogo responsável, os desafios de equilibrar branding e performance em um ambiente altamente dinâmico e as estratégias do Grupo EGB para ampliar presença durante grandes eventos esportivos e manifestações culturais no país.

Andréa, você construiu uma trajetória sólida em gigantes globais de mercados tradicionais como Privalia, Discovery e Warner Bros.
Como essa experiência em branding e experiência do consumidor contribui hoje para sua atuação no iGaming com o Grupo EGB?

Andréa Curral – O principal aprendizado que trago de empresas de mídia, entretenimento e varejo digital é que marcas sólidas não se sustentam apenas em grandes campanhas, mas em consistência, experiência e construção de relacionamento no longo prazo. No iGaming, isso é ainda mais relevante, porque a relação com o usuário passa diretamente por confiança, clareza e segurança.

No Grupo EGB, buscamos aplicar uma visão integrada entre branding, performance e experiência do consumidor.

Isso significa tratar conteúdo como um ativo estratégico, trabalhar comunicação com lógica editorial e segmentação inteligente, além de utilizar métricas e tecnologia para melhorar continuamente a jornada do usuário.

Minha experiência em ambientes altamente competitivos também contribui para equilibrar crescimento, posicionamento institucional e eficiência operacional em um momento de amadurecimento importante para o mercado brasileiro.

Diante do atual momento de consolidação do mercado regulado no Brasil, quais são os principais focos e diretrizes da sua diretoria para o posicionamento institucional das marcas do grupo, Esportes da Sorte, Onabet e Lottu, dentro desse novo cenário?

O cenário atual exige marcas mais claras, operações mais eficientes e uma relação mais consistente com o público. Nossa estratégia está estruturada em três pilares principais: diferenciação de portfólio, experiência do usuário e construção de reputação.

Esportes da Sorte, Onabet e Lottu possuem posicionamentos distintos dentro do grupo, isso reduz a sobreposição e fortalece a identidade de cada operação. Mas um pilar comum a toda nossa empresa é o jogo responsável. É nossa responsabilidade garantir um ambiente controlado e saudável para a diversão.

Somos uma empresa com DNA brasileiro e nossos contratos de patrocínio vão além da exposição de mídia. Incentivamos a cultura nacional, gerando experiências relevantes, que conectam as marcas a territórios de grande relevância popular, como esporte, entretenimento e cultura.

Ao mesmo tempo, o aumento do custo de aquisição torna essencial uma operação integrada entre marketing, produto, atendimento e retenção, sempre alinhada às diretrizes de jogo responsável e à regulamentação vigente.

O Grupo EGB enfatiza o compromisso com o “jogo responsável”.
Como o marketing pode atuar de forma prática na educação do apostador e na promoção de bem-estar, transformando essa diretriz em comunicação efetiva para o público?

Para nós, jogo responsável não pode ser tratado apenas como uma obrigação regulatória ou uma mensagem complementar de comunicação. Ele precisa fazer parte da experiência do usuário, da operação e da construção de reputação da companhia.

O marketing tem um papel importante nesse processo ao comunicar com clareza, evitar promessas irreais e contribuir para uma relação mais consciente do usuário com o entretenimento.

Isso envolve reforçar mensagens sobre limites, autocontrole, pausas e transparência nas regras.

Também acreditamos que comunicação responsável ajuda a fortalecer um ambiente mais seguro e sustentável para todo o ecossistema. No longo prazo, confiança e reputação são ativos fundamentais para qualquer marca que queira crescer de forma consistente no setor.

Em termos de estratégia de crescimento, como você equilibra construção de marca de longo prazo (branding) com performance de curto prazo em um setor altamente dinâmico e competitivo como o iGaming?

Hoje Branding e performance trabalham em conjunto, de forma absolutamente integrada, para que os resultados de crescimento sustentável não dependam apenas de aquisição. Por isso, trabalhamos uma operação orientada por métricas, dados e otimização contínua, sem perder a visão estratégica de longo prazo.

A construção de marca passa por coerência, qualidade da experiência, clareza de comunicação e consistência na entrega. Esse mecanismo de relacionamento cria comunidade e reforça a confiança do usuário na marca.

A Copa do Mundo é um dos momentos mais disputados pela atenção do público.
Como o Esportes da Sorte está estruturando sua estratégia de mídia, conteúdo e transmissões oficiais para garantir presença forte e multiplataforma durante o torneio?

A Copa representa um dos maiores momentos de mobilização do entretenimento esportivo, então estruturamos uma estratégia multiplataforma que combina mídia, conteúdo e experiências presenciais.

O Esportes da Sorte fechou o patrocínio oficial das transmissões da Copa no SBT e na N Sports, garantindo presença em TV aberta, streaming, canais digitais e propriedades online das emissoras. Essa entrega amplia frequência e alcance de marca ao longo do torneio.

Mas entendemos que presença de mídia sozinha não é suficiente. Por isso, trabalhamos campanhas institucionais que conectam entretenimento, cultura popular e engajamento emocional.

“Torça como um Corinthiano”, por exemplo, usa a relação histórica da torcida do Corinthians com o clube para resgatar a conexão do brasileiro com a Seleção. Já “Convoque” aposta em humor, fantasia e linguagem digital para ampliar diálogo com diferentes públicos.

Tudo isso é desenvolvido mantendo o compromisso com comunicação responsável e alinhada às diretrizes do setor.

Dentro desse ecossistema de marca e entretenimento, quais serão os principais desdobramentos das ações de rua e patrocínios locais durante os períodos de grande consumo esportivo, como a Copa do Mundo?

Para os grandes eventos esportivos, nossa estratégia combina presença multiplataforma com experiências de proximidade junto ao público.

O objetivo é fazer com que as marcas do grupo estejam inseridas de forma orgânica na rotina e nos espaços de convivência dos torcedores, conectando entretenimento, conteúdo e experiência de marca.

Além da presença em mídia e transmissões oficiais, vamos trabalhar ativações proprietárias e ações presenciais em diferentes regiões do país, sempre buscando fortalecer relacionamento, engajamento e conexão cultural com o público.

Essa atuação também conversa diretamente com a visão do Grupo EGB de transformar patrocínios em plataformas contínuas de experiência e conteúdo, indo além da exposição tradicional e construindo relevância de longo prazo para as marcas.

Além do futebol, o Grupo EGB também investe em grandes manifestações culturais e eventos populares, como Carnaval e festivais regionais.
Como essas ativações se conectam à estratégia global de marca e à construção de presença no território brasileiro?

Nossa estratégia de marca está muito conectada à cultura popular e aos grandes territórios de mobilização do público brasileiro. O esporte é um pilar importante, mas não é o único.

Hoje o grupo apoia iniciativas de grande relevância nacional, como o Galo da Madrugada, o Festival de Parintins e o Carnaval em diferentes capitais brasileiras.

Essas propriedades ajudam a ampliar a presença nacional, fortalecer relacionamento com diferentes comunidades e criar conexões mais orgânicas com o público.

Mais do que exposição, buscamos desenvolver projetos de longo prazo que integrem conteúdo, experiência e ativação local. Isso permite que os patrocínios deixem de funcionar apenas como mídia tradicional e passem a operar como plataformas de relacionamento e construção institucional das marcas.

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Brasil

Para Sportradar, Copa do Mundo 2026 deve redefinir estratégias de aquisição e engajamento nas apostas esportivas

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Com expectativa de movimentar cerca de US$ 50 bilhões em apostas ao redor do mundo, a Copa do Mundo de 2026 já é vista pela indústria como o maior evento comercial da história recente das apostas esportivas.

Em um torneio expandido, com 48 seleções, 104 partidas e duração de 39 dias em três países diferentes, operadoras da América Latina se preparam para disputar atenção, retenção e conversão em um ambiente cada vez mais competitivo e orientado por dados em tempo real.

Mais do que volume de mídia ou campanhas massivas, especialistas apontam que o diferencial competitivo da próxima Copa estará na capacidade de personalização, automação e ativação dinâmica durante os micro momentos da partida.

Tecnologias baseadas em inteligência artificial, live data e micro betting já vêm transformando a forma como operadoras trabalham aquisição e engajamento em grandes torneios internacionais.

Ao mesmo tempo, o avanço regulatório na América Latina e o amadurecimento do comportamento do apostador elevam a pressão por campanhas mais eficientes, contextualizadas e alinhadas às exigências locais de compliance.

Nesta entrevista, a Sportradar, representada por Rodrigo Cambiaghi, Executivo Sênior de Vendas de Publicidade Digital para a América Latina, analisa como as operadoras podem se preparar para a Copa do Mundo de 2026, quais estratégias tiveram melhor desempenho na Eurocopa e Copa América, o impacto da personalização em tempo real e os desafios de executar campanhas regionais em um cenário regulatório fragmentado.

O volume global estimado de apostas na Copa de 2026 é de US$ 50 bilhões.  O que esse número representa em termos de oportunidade real para as operadoras latino-americanas, e quais são os principais riscos de quem não se preparar?

Sportradar O volume estimado de US$ 50 bilhões em apostas durante a Copa de 2026 mostra o tamanho da oportunidade que o torneio representa para as operadoras latino-americanas.

Estamos falando do maior evento de atenção e engajamento da indústria, em uma edição que terá 48 seleções e 104 partidas, criando mais momentos de conexão com o torcedor e mais oportunidades de aquisição ao longo de 39 dias de competição.

Mas o diferencial competitivo não estará apenas no tamanho do investimento em mídia. As operadoras mais bem preparadas serão aquelas capazes de usar dados, tecnologia e personalização para ativar campanhas em tempo real, alinhadas ao contexto emocional da partida.

Hoje o consumidor espera experiências mais relevantes, conectadas ao que está acontecendo em campo naquele momento, seja um gol, uma virada de placar ou uma grande atuação individual.

Ao mesmo tempo, existe um risco importante para quem não se preparar adequadamente. Campanhas genéricas, dependentes apenas de bônus ou volume de mídia, tendem a perder eficiência em um ambiente extremamente competitivo.

Sem infraestrutura robusta de dados em tempo real e capacidade de otimização contínua, fica muito mais difícil capturar os momentos de maior intenção de aposta e transformar o aumento de tráfego do torneio em crescimento sustentável no longo prazo.

No fim, a Copa de 2026 deve consolidar uma mudança importante na indústria, em que escala continua relevante, mas tecnologia, personalização e capacidade de execução em tempo real passam a ser os verdadeiros diferenciais competitivos.

Você menciona uma “mesmice generalizada” no mercado. O que as operadoras de maior sucesso na Eurocopa 2024 e na Copa América fizeram de diferente em termos de tecnologia publicitária?

 O que vimos na Eurocopa 2024 e na Copa América foi uma mudança importante de abordagem.

As operadoras mais bem sucedidas deixaram de trabalhar apenas com campanhas amplas e genéricas para adotar estratégias muito mais orientadas por dados, contexto e comportamento do torcedor em tempo real.

Em vez de tratar todos os minutos de uma partida da mesma forma, elas passaram a ativar campanhas nos momentos de maior emoção e intenção de aposta.

A tecnologia publicitária teve um papel central nisso. As campanhas passaram a usar dados ao vivo, automação e inteligência artificial para ajustar mensagens, ofertas e criativos de acordo com o que acontecia em campo.

Um gol, uma sequência de pressão ofensiva, uma atuação individual de destaque ou até mudanças na dinâmica da partida passaram a funcionar como gatilhos para ativação dinâmica de campanhas em múltiplos canais, incluindo social, vídeo, áudio e programático.

O resultado foi uma comunicação muito mais relevante e eficiente. Durante a Euro 2024 e a Copa América, operadores que combinaram branding, performance e campanhas orientadas por momentos registraram crescimento significativo em depósitos e redução de CPA, mesmo em um ambiente extremamente competitivo.

Como funcionam na prática os anúncios criativos dinâmicos acionados por momentos da partida, um gol, um escanteio, uma mudança de ritmo? Pode dar um exemplo concreto de campanha? 

Hoje, os anúncios criativos dinâmicos funcionam de forma muito conectada à lógica do micro betting, que é justamente a aposta em eventos rápidos e específicos dentro da partida.

Em vez de esperar o resultado do jogo, o torcedor passa a interagir aos micro momentos em tempo real, como o próximo escanteio, a próxima finalização ou se determinado jogador vai acertar o alvo na próxima jogada.

Na prática, a tecnologia monitora dados ao vivo da partida e identifica momentos de aumento de intensidade ou intenção de aposta.

Se uma equipe começa a pressionar muito, por exemplo, o sistema consegue ativar automaticamente campanhas relacionadas ao próximo escanteio, próximo chute no gol ou próxima ação ofensiva relevante.

Tudo isso acontece em segundos, com criativos personalizados sendo distribuídos em canais digitais enquanto a emoção do lance ainda está acontecendo.

Esse modelo torna a experiência muito mais contextual e relevante para o usuário. Em vez de campanhas genéricas, o torcedor recebe mensagens alinhadas ao momento exato do jogo e ao comportamento dele como consumidor. É justamente essa combinação entre dados em tempo real,

automação e micro betting que vem mudando a forma como as operadoras trabalham aquisição e engajamento durante grandes eventos esportivos.

O conceito de “always on” é central na sua proposta. Como as operadoras mantêm relevância nos minutos entre os gols, quando a intenção do apostador ainda existe, mas o momento de pico já passou?

 O conceito de “always on” parte do entendimento de que o engajamento do torcedor não desaparece entre os grandes momentos da partida.

Mesmo quando o jogo entra em um período sem gols, a atenção continua existindo nas estatísticas ao vivo, na expectativa pelo próximo lance, no desempenho individual dos jogadores e nas conversas em redes sociais. É justamente nesse intervalo que as operadoras mais preparadas conseguem manter relevância usando dados em tempo real e personalização.

Na prática, isso significa ativar campanhas e sugestões de apostas alinhadas ao contexto do jogo naquele momento. Se uma equipe está pressionando mais, por exemplo, o usuário pode receber ofertas relacionadas ao próximo escanteio, próxima finalização ou outros mercados de micro betting.

O foco deixa de ser apenas o grande evento, como um gol, e passa a incluir toda a dinâmica da partida.
O diferencial está na capacidade de transformar dados ao vivo em experiências mais relevantes e contínuas. Com automação, IA e campanhas orientadas por comportamento, as operadoras conseguem manter o usuário engajado durante toda a jornada da partida, e não apenas nos momentos de pico emocional.

A Copa de 2026 dura 3G dias e acontece em três países. Como uma operadora deve estruturar seu orçamento de marketing para ser ágil o suficiente para capitalizar em resultados inesperados sem perder consistência de marca?

Em um torneio como a Copa de 2026, flexibilidade passa a ser tão importante quanto tamanho de orçamento. As operadoras mais eficientes não trabalham com um plano rígido do início ao fim da competição.

Elas estruturam campanhas capazes de redistribuir investimento em tempo real, de acordo com performance, comportamento do público e narrativas que surgem ao longo do torneio.

Isso é especialmente importante em uma Copa com 104 jogos, múltiplos fusos horários e diferentes mercados envolvidos.

Sempre surgem histórias inesperadas, como seleções surpresa, jogadores que viralizam ou partidas que geram picos muito acima do previsto. Operadoras preparadas conseguem reagir rapidamente a esses momentos, aumentando presença nos canais e campanhas que estão performando melhor naquele contexto específico.

Ao mesmo tempo, consistência de marca continua sendo fundamental. Um erro comum é concentrar praticamente todo o investimento apenas em aquisição e performance imediata.

As marcas mais fortes conseguem equilibrar awareness, aquisição e retenção ao longo dos 39 dias de competição, mantendo uma identidade clara enquanto ajustam mensagens, formatos e intensidade de campanha conforme o comportamento do torcedor evolui durante o torneio.

Quais são as principais diferenças entre os mercados latino-americanos em termos de comportamento do apostador durante grandes torneios, e como isso afeta a estratégia de campanha?

Apesar do futebol ser um elemento cultural comum em toda a América Latina, os mercados da região apresentam níveis muito diferentes de maturidade, regulação e comportamento digital.

Em mercados mais maduros, o usuário já possui múltiplas contas e maior familiaridade com apostas ao vivo, o que torna personalização, retenção e experiência do usuário fatores decisivos. Já em mercados mais recentes, ainda existe um foco muito forte em aquisição e construção de awareness.

Também vemos diferenças importantes no comportamento emocional do torcedor. Durante grandes torneios, o engajamento costuma crescer de forma muito forte conforme as seleções locais avançam na competição.

Isso faz com que campanhas altamente localizadas tenham um impacto muito maior do que estratégias regionais genéricas. O comportamento do usuário muda rapidamente de acordo com narrativa, desempenho da seleção e repercussão social daquele momento.

Por isso, a estratégia de campanha precisa ser flexível e orientada por dados em tempo real. Não existe uma abordagem única para toda a região.

As operadoras mais eficientes conseguem adaptar criativos, mensagens, canais e até intensidade de investimento conforme o comportamento específico de cada mercado, mantendo relevância cultural e maior eficiência de aquisição e retenção.

 O cenário regulatório na América Latina é fragmentado. Como as operadoras que atuam em múltiplos mercados podem executar campanhas eficientes sem comprometer a conformidade local?

A fragmentação regulatória é um dos principais desafios da indústria hoje na América Latina, especialmente para operadoras que atuam em múltiplos mercados ao mesmo tempo.

Cada país possui regras diferentes  sobre  publicidade,  segmentação,  canais  permitidos  e comunicação responsável, o que exige campanhas muito mais adaptáveis e orientadas por compliance desde o início do planejamento.

Nesse cenário, tecnologia e automação têm um papel fundamental. As operadoras mais preparadas trabalham com plataformas capazes de aplicar restrições específicas por mercado em tempo real, ajustando segmentação, formatos, frequência e mensagens de acordo com a regulamentação local. Isso permite manter eficiência operacional sem comprometer conformidade ou segurança regulatória.

Ao mesmo tempo, é importante encontrar equilíbrio entre padronização e relevância local. A estratégia regional pode ser centralizada em termos de marca, tecnologia e inteligência de dados, mas a ativação precisa respeitar contexto cultural e regulatório de cada país.

As campanhas mais eficientes hoje são justamente aquelas que conseguem combinar escala regional com execução local altamente contextualizada.

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Apuestas en Brasil bajo restricciones de crédito y debates regulatorios

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El mercado de iGaming y apuestas electrónicas en Brasil enfrenta una fase de fuerte intervención institucional.

A medida que el gobierno federal implementa políticas macroeconómicas para mitigar el endeudamiento familiar mediante el bloqueo de herramientas de financiamiento alternativo, el sector lidia con debates sobre la publicidad, un incremento en los mecanismos de salud mental y el crecimiento de la recaudación fiscal.

Tensiones políticas y el debate sobre la publicidad de cara a las campañas

El ecosistema de las apuestas online se ha consolidado como un tema central en la agenda política del Poder Ejecutivo.

El presidente Luiz Inácio Lula da Silva ratificó su intención de endurecer los controles sobre las acciones de marketing de las plataformas digitales.

Durante una entrevista en el programa Sem Censura de la EBC en Brasil, el mandatario fue directo al confirmar sus planes de regulación publicitaria e incluso manifestó una postura personal drástica: “Si de mí dependiera, las prohibiría todas”.

No obstante, el propio jefe de Estado reconoció las fronteras institucionales que limitan su margen de acción frente a la actividad económica regulada, recordando que la gobernabilidad del país depende de un engranaje tripartito.

“No soy el dueño de Brasil. Formo parte de un sistema de instituciones que gobiernan el país junto al Congreso Nacional y el Poder Judicial”, puntualizó.

Las barreras legislativas y la agenda electoral

Para ilustrar la complejidad política de la fiscalización del juego, Lula expuso la distribución de fuerzas en el Parlamento brasileño, señalando que su base cuenta apenas con 70 diputados de 513 y 9 senadores de 81.

Esta correlación implica que cualquier veto unilateral del Ejecutivo podría ser derribado fácilmente por el Poder Legislativo, donde el sector de las apuestas mantiene una influencia considerable.

A pesar de estas limitaciones, el gobierno destacó los avances de la secretaría especial del Ministerio de Hacienda, que ha logrado desactivar más del 90% de los dominios ilegales en el territorio, y confirmó que la moratoria para otorgar nuevas licencias operativas se extenderá hasta finales de año.

El Ejecutivo adelantó que el marco regulatorio formará parte activa de los debates en las próximas campañas electorales.

El foco se mantendrá en vincular las apuestas a la salud pública, considerando que 1.3 millones de jóvenes, en su mayoría de bajos ingresos, interactúan con estas plataformas.

Esto impacta en la economía familiar y justifica medidas de contención como el congelamiento de cuentas por 12 meses para quienes busquen sanear sus deudas.

El nuevo Desenrola y la ofensiva contra el endeudamiento

Como parte de su estrategia macroeconómica para frenar el apalancamiento financiero de la población, el gobierno de Brasil lanzó el programa Nuevo Desenrola.

La iniciativa busca cerrar los canales de financiamiento indirecto en el juego mediante su artículo 16, el cual prohíbe de forma taxativa cualquier operación crediticia que sirva de puente para transferir recursos económicos hacia plataformas de apuestas.

El objetivo principal de la norma es clausurar el uso del “Pix crédito” como herramienta de depósito.

Una auditoría técnica realizada por el diario Folha de S.Paulo reveló que, a pesar de la vigencia de la norma, entidades de gran envergadura como Bradesco y Banco do Brasil mantuvieron habilitada la opción de transferencias a crédito para apuestas hasta mediados de mayo. Es

ta preocupación gubernamental se respalda en indicadores de la CNC, que sitúan el índice de endeudamiento familiar de Brasil en un crítico 80.4%, la cifra más alta registrada desde el inicio de la medición en 2010.

Pix crédito y la postura bancaria

Desde la perspectiva legal del mercado financiero, el Pix crédito califica técnicamente como un método de pago pospagado, ya que el usuario liquida la obligación después de la transacción y no con fondos disponibles.

Al no contar con una regulación específica del Banco Central (BC), esta herramienta opera bajo dos modalidades comerciales que los bancos manejan de forma interna:

  • Financiamiento vía tarjeta: La entidad financiera procesa el cargo en el cupo de la tarjeta de crédito del cliente, descuenta las tasas operativas y envía el dinero en efectivo vía Pix al destinatario. Si el usuario no cubre el saldo de su tarjeta, ingresa al esquema de intereses rotativos.

  • Préstamo directo: El banco aprueba un crédito personal con tasas de interés al consumidor, derivando el capital de forma inmediata al comercio de destino.

Ante este panorama, la mayoría de los bancos comerciales optaron por bloquear estos movimientos cuando los sistemas detectan que el CNPJ receptor coincide con la lista de 85 operadores autorizados por el Ministerio de Hacienda, implementando códigos QR corporativos exclusivos para transacciones de contado y emitiendo alertas a través de plataformas como Nubank y PicPay.

El vacío en la fiscalización y la reacción de los operadores

A pesar de que el marco regulatorio prevé multas de hasta R$ 2.000 millones y la suspensión de licencias para las casas de apuestas que admitan pagos pospagados, los operadores nucleados en el IBJR y la ANJL aclararon que no poseen herramientas técnicas para filtrar el Pix crédito.

Al procesarse la financiación dentro del entorno bancario, el dinero llega a las cuentas de las apuestas como una transferencia común de contado, lo que traslada la responsabilidad de la contención directamente a las entidades bancarias.

Por su parte, las autoridades monetarias aún no definen el esquema definitivo de inspección. La Secretaría de Premios y Apuestas (SPA) del Ministerio de Hacienda tiene la potestad de sancionar a las plataformas, pero carece de jurisdicción sobre los bancos.

Especialistas legales señalan un vacío regulatorio que requiere de una nueva ordenanza que faculte a la SPA para auditar no solo a los operadores de juego, sino también a sus proveedores financieros intermedios.

Conflictos legales y defensa de la industria regulada

La fricción regulatoria también se trasladó al plano judicial y federal. La Asociación Nacional de Juegos y Loterías (ANJL) presentó ante el Supremo Tribunal Federal (STF) la Acción Directa de Inconstitucionalidad (ADI 7971) en contra de la Ley 16.508/2026 del estado de Río Grande del Sur. Dicha norma regional impone restricciones severas a las campañas publicitarias de las plataformas de iGaming.

La entidad que agrupa al sector regulado sostiene que el gobierno estatal viola el artículo 22 de la Constitución de la República, el cual reserva de manera exclusiva a la Unión Federal la competencia para legislar sobre telecomunicaciones y publicidad comercial.

El caso quedó bajo el análisis de la ministra Cármen Lúcia, y la industria busca una medida cautelar urgente para evitar que la fragmentación legal de los estados termine fortaleciendo los canales del juego ilegal offshore.

En sintonía con la defensa del sector, André Gelfi, director del Instituto Brasileño de Juego Responsable (IBJR), advirtió sobre los peligros de transformar a la industria regulada en un “chivo expiatorio” de los problemas de default de las familias. Gelfi argumentó que los debates políticos suelen generalizar la actividad sin diferenciar los entornos autorizados de las redes clandestinas.

El directivo abogó por la implementación de una “Regulación Inteligente” sustentada en el monitoreo del comportamiento del usuario, educación financiera y bloqueos técnicos dirigidos exclusivamente al mercado ilegal.

Recaudación fiscal y autoexclusiones

La consolidación del mercado legalizado en el país muestra un impacto directo en las arcas del Estado. De acuerdo con el balance oficial de la Receita Federal gestionado a través de la Ley de Acceso a la Información, el gobierno federal recaudó R$ 4.170 millones en el sector de juegos y loterías durante el primer trimestre de 2026.

Dentro de este universo fiscal, las plataformas online de cuota fija aportaron R$ 1.150 millones, consolidando a las apuestas deportivas como una de las fuentes de ingresos más estables para el Tesoro Nacional.

Paralelamente al crecimiento económico, los mecanismos de juego responsable registran una actividad sin precedentes. En sus primeros cinco meses de operaciones, la plataforma centralizada del Ministerio de Hacienda procesó 519.000 solicitudes de autoexclusión de usuarios de entornos digitales.

El reporte detalla que el sistema absorbe un promedio de 144 solicitudes por hora, y el 40% de los casos se fundamenta en la pérdida de control conductual sobre el juego, lo que demuestra la adopción activa de estas herramientas por parte de los consumidores para la prevención de la ludopatía.

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