Brasil
No próximo ciclo do iGaming regulado, contexto será tão importante quanto tecnologia”
O Esportes Gaming Brasil, companhia 100% nacional por trás das marcas Esportes da Sorte, Onabet e Lottu, vive um dos seus períodos mais ativos desde o lançamento sob o marco regulatório brasileiro de apostas.
O grupo se posiciona hoje como o segundo maior operador do país, com a maior parte da sua tecnologia desenvolvida e gerida internamente a partir de Recife, no Nordeste brasileiro.
A companhia conquistou a certificação Great Place to Work, o ouro no Prêmio CX ClienteSA 2026 na categoria “Apostas Esportivas e Jogos Online”, após auditoria independente conduzida pela V2 Consulting,
O Esportes da Sorte acaba de lançar duas campanhas de grande repercussão: “Torça como um Corinthiano”, construída em torno da parceria da marca com o Corinthians e da resiliência de uma das torcidas mais apaixonadas do futebol brasileiro, e “Convoque“, campanha multiplataforma para a Copa do Mundo que transforma o icônico chapéu azul do Esportes da Sorte em um universo narrativo com criadores, músicos e personalidades do esporte.
No centro da infraestrutura tecnológica da companhia está Ruy Conolly, Chief Technology Officer do grupo.
Nesta entrevista, Conolly fala sobre como a companhia construiu sua própria camada interna de inteligência para risco, dados e governança; por que o Nordeste se tornou um hub estratégico real para o iGaming no Brasil; e o que significa tratar o compliance como infraestrutura e não como burocracia.
GA – Ruy, você estruturou uma camada interna de inteligência operacional, dados e governança de risco. Como essa tecnologia se diferencia das soluções de mercado e qual foi o maior desafio técnico ao integrá-la aos fluxos críticos da operação?
Ruy Conolly – Eu costumo dizer que a principal diferença não está apenas no uso de inteligência artificial, mas na capacidade de transformar dados operacionais em decisão confiável e auditável.
As soluções de mercado são importantes e cumprem um papel relevante, mas muitas vezes chegam como camadas externas, padronizadas, com baixa aderência ao contexto real da operação.
O que buscamos internamente foi construir uma camada de inteligência mais próxima da jornada transacional, dos eventos operacionais, dos sinais de risco e dos requisitos regulatórios brasileiros.
O maior desafio técnico não foi simplesmente processar volume. Volume se resolve com infraestrutura. O desafio real foi criar uma arquitetura em que os dados fossem consistentes, auditáveis e úteis para tomada de decisão.
Em uma operação regulada, um sinal mal calibrado pode gerar fricção desnecessária para o cliente, enquanto um sinal ausente pode gerar risco para a empresa. Então a tecnologia precisa equilibrar velocidade, precisão e governança.
Para mim, esse é o ponto central: IA em iGaming não pode ser tratada como ornamento. Ela precisa estar ligada a dados bem estruturados, rastreabilidade, critérios claros e capacidade de revisão humana.
Você frequentemente destaca o Nordeste como um motor estratégico. Como a localização da sua equipe de tecnologia influencia na agilidade para implementar mudanças regulatórias em comparação com operadoras que dependem 100% de plataformas estrangeiras?
A localização influencia menos pelo CEP e mais pela proximidade cultural, operacional e decisória com o problema.
O Nordeste tem uma característica muito forte de execução. As pessoas estão próximas do negócio, entendem o comportamento do público brasileiro, conhecem a dinâmica local de pagamento, atendimento, aquisição, risco e operação.
Isso cria uma vantagem importante em um mercado regulado, porque a regulação não é apenas uma regra jurídica; ela precisa virar fluxo de produto, validação de dados, permissão, relatório, alerta, atendimento e experiência do usuário.
Quando uma operadora depende 100% de uma plataforma estrangeira, muitas vezes ela entra em uma fila global de prioridades.
A mudança regulatória brasileira concorre com demandas de outros países, outros mercados e outros roadmaps. Quando você tem inteligência técnica local, consegue traduzir a exigência regulatória em execução com muito mais velocidade.
O Nordeste, nesse sentido, não é uma alternativa periférica. É um centro real de capacidade operacional, tecnológica e estratégica para o setor.
Você esteve à frente de iniciativas educativas, como workshops sobre manipulação de resultados para atletas. Como o seu time de tecnologia trabalha em conjunto com ferramentas de monitoramento global, como Sportradar, para detectar anomalias que possam indicar manipulação de resultados?
A integridade esportiva precisa ser tratada como um ecossistema. Não existe uma única ferramenta, uma única base ou uma única leitura capaz de resolver tudo sozinha.
Ferramentas globais de monitoramento são fundamentais porque trazem uma visão ampla de mercado, padrões internacionais, movimentações atípicas e inteligência especializada.
O papel do time de tecnologia interno é conectar esses sinais com a realidade operacional da casa: dados de apostas, comportamento transacional, histórico, exposição, limites, padrões de recorrência e contexto local.
Mas existe um ponto importante: tecnologia não substitui governança. Ela organiza sinais, reduz ruído, melhora tempo de resposta e ajuda a priorizar investigação. A decisão responsável exige processo, análise humana, registro, rastreabilidade e interação com áreas como risco, compliance, jurídico e integridade.
Nos workshops, a mensagem para atletas é complementar a isso: manipulação de resultados não é apenas um problema de aposta. É um problema de educação, cultura, prevenção e responsabilidade
coletiva. Tecnologia ajuda a detectar, mas o setor precisa também atuar antes do problema acontecer.
Ao integrar soluções de parceiros, qual é o seu critério técnico principal para garantir que a experiência do usuário não sofra latência, considerando a infraestrutura de internet brasileira?
O primeiro critério é entender que integração não pode ser tratada apenas como conexão técnica. Integração é experiência do usuário, risco operacional e reputação da marca.
Antes de qualquer integração relevante, avaliamos estabilidade, tempo de resposta, resiliência, observabilidade, capacidade de auditoria e impacto na jornada. Não basta o parceiro funcionar em um ambiente controlado.
Ele precisa funcionar bem na realidade brasileira, com diferentes dispositivos, redes móveis, regiões e padrões de conectividade.
O ponto principal é desenhar a arquitetura para evitar que uma dependência externa degrade a experiência como um todo. Isso envolve monitoramento, filas, tratamento de falhas, retentativas controladas, logs claros, SLAs bem definidos e uma visão muito objetiva sobre o que é crítico para o usuário.
No fim, o usuário não quer saber se a latência veio da plataforma, do provedor, do jackpot, do meio de pagamento ou da autenticação. Para ele, a experiência é uma só. Por isso, o CTO precisa olhar integração como produto, não apenas como API.

Você mencionou que o iGaming virou um “empilhamento” de integrações que gera ruído. Na sua visão, qual é o primeiro passo para um CTO “desempilhar” essas camadas e devolver ao executivo uma visão clara, sem dashboards inflados e métricas redundantes?
O primeiro passo é separar dado de decisão. O mercado de iGaming criou uma cultura de muitos dashboards, muitas telas, muitos relatórios e pouca clareza.
Isso dá uma sensação falsa de controle. O executivo não precisa de mais uma tela; ele precisa entender o que está acontecendo, qual risco merece atenção, qual indicador realmente move o negócio e qual métrica está apenas repetindo outra com nome diferente.
Para “desempilhar”, o CTO precisa mapear as fontes de verdade. Quem é o dono do dado? Qual sistema registra o evento original? Qual métrica é operacional, qual é financeira, qual é regulatória e qual é apenas analítica? Sem isso, cada área cria seu próprio número, e a empresa passa a discutir relatório em vez de discutir decisão.
Depois vem a governança: padronização de conceitos, reconciliação, rastreabilidade, redução de redundância e construção de uma camada executiva simples.
A boa arquitetura não é a que mostra tudo. É a que mostra o essencial com confiança.
Como a estruturação de uma autenticação federada e a segmentação real de permissões deixam de ser apenas um item de segurança e passam a ser uma ferramenta de velocidade para o negócio?
Quando autenticação e permissões são mal desenhadas, segurança vira burocracia. Quando são bem desenhadas, segurança vira velocidade.
Em uma operação regulada, cada área precisa acessar o que é necessário para executar bem, mas sem exposição indevida de dados sensíveis. Se tudo depende de liberações manuais, exceções, acessos genéricos ou perfis amplos demais, a empresa fica lenta e vulnerável ao mesmo tempo.
A autenticação federada e a segmentação real de permissões criam um modelo mais maduro: acesso por função, trilha de auditoria, segregação de responsabilidade e redução de risco operacional.
Isso permite que tecnologia, compliance, atendimento, financeiro, risco e liderança trabalhem com mais autonomia, mas dentro de limites claros.
O ganho para o negócio é direto. Menos fricção interna, menos improviso, menos risco de vazamento, mais velocidade para lançar produtos, responder auditorias, atender regulador e tomar decisão.
Como a tecnologia da Esportes da Sorte está estruturada para garantir que o crescimento seja sustentável e não “frágil”, especialmente quando a escala de usuários sobe bruscamente?
Crescimento frágil é aquele que depende apenas de campanha, mídia ou volume. Crescimento sustentável exige estrutura.
Do ponto de vista tecnológico, isso passa por alguns pilares: dados confiáveis, integrações resilientes, observabilidade, segurança, governança de acesso, capacidade de auditoria e processos preparados para escala.
Em iGaming, não adianta crescer se a operação não consegue conciliar pagamentos, responder ao usuário, monitorar risco, proteger dados e cumprir exigências regulatórias.
A tecnologia precisa ser pensada como infraestrutura crítica. Ela não aparece apenas quando há problema. Ela sustenta a experiência do usuário, a operação financeira, a relação com parceiros, o compliance e a credibilidade da marca.
A minha visão é que escala não se mede apenas por quantos usuários entram. Mede-se por quanto da operação continua confiável quando esse volume cresce rapidamente.
É aí que se separa uma operação madura de uma operação apenas barulhenta.
Você disse no BiS SiGMA Americas que tecnologia não é mais diferencial, mas sim a execução. O que o time técnico no Nordeste entrega hoje, em termos de proximidade com o problema, que as soluções “enlatadas” estrangeiras não conseguem acompanhar?
A tecnologia virou mais acessível. Cloud, IA, APIs, provedores, dashboards e ferramentas estão disponíveis para todos. O diferencial deixou de ser ter acesso à tecnologia. O diferencial passou a ser saber executar com contexto.
Um time técnico próximo do problema entende as particularidades do usuário brasileiro, do PIX, da operação local, da regulação, do atendimento, da fraude, da comunicação e da velocidade com que o mercado muda. Essa proximidade permite ajustar rota mais rápido e construir soluções menos genéricas.
Soluções estrangeiras são importantes e fazem parte do ecossistema, mas muitas vezes elas chegam com uma lógica global. O Brasil exige adaptação. O Nordeste entrega justamente essa leitura de campo: menos distância entre problema, decisão e execução.
Na prática, isso significa transformar complexidade em rotina operacional. E essa talvez seja uma das capacidades mais valiosas do mercado regulado.
Muitos veem o compliance como um freio. Como você está desenhando a arquitetura para que as novas regras de 2026 sejam integradas de forma nativa, transformando o compliance em proteção em vez de fricção?
Compliance vira freio quando é colocado no final do processo. Quando a empresa desenha produto, dados e operação sem considerar compliance desde o início, qualquer exigência regulatória parece um obstáculo.
A arquitetura precisa nascer com compliance embutido. Isso significa dados rastreáveis, permissões bem definidas, logs, trilhas de auditoria, conciliação, validação de identidade, monitoramento de comportamento, regras de exposição, gestão de risco e relatórios consistentes. Tudo isso precisa fazer parte do desenho operacional, não ser uma camada improvisada depois.
Quando compliance é nativo, ele protege o negócio, o usuário e a marca.
Ele reduz retrabalho, evita decisões sem evidência, melhora a relação com reguladores e dá mais confiança para crescer.
A grande mudança de mentalidade é entender que compliance não compete com crescimento. No mercado regulado, compliance é uma condição para o crescimento ser duradouro.
Como você vê a evolução do Nordeste como o segundo maior polo de iGaming? É uma questão de custo operacional ou existe uma “escola de execução” específica que está surgindo na região?
Reduzir o Nordeste a custo operacional é não entender o que está acontecendo.
Existe, sim, uma escola de execução surgindo na região. Ela combina proximidade com o mercado consumidor, capacidade técnica, pragmatismo, velocidade de adaptação e uma cultura muito forte de resolver problema real.
O Nordeste não está apenas fornecendo mão de obra. Está formando lideranças, times técnicos, operações, visão de produto e inteligência de mercado.
O iGaming brasileiro exige uma combinação rara: tecnologia, regulação, dados, marketing, pagamentos, atendimento, risco e responsabilidade.
Essa combinação não se constrói apenas importando plataforma. Ela se constrói com gente que entende o território, o usuário e a operação.
Vejo o Nordeste como um polo estratégico porque ele entrega algo que o mercado vai precisar cada vez mais: execução com contexto.
E, no próximo ciclo do iGaming regulado, contexto será tão importante quanto tecnologia.
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apuestas deportivas
¿Por qué Pix es central en la lucha contra el mercado ilegal de apuestas?
Apple
El mercado de apuestas brasileño enfrenta su semana más turbulenta
Desde el acceso a la App Store hasta disputas por el presupuesto policial, cuatro desarrollos esta semana reconfiguraron el panorama regulatorio y comercial para los operadores licenciados en Brasil
Uno de cada diez adolescentes brasileños apostó en plataformas en 2025
El verdadero problema está en otro lado
Un estudio encargado por la plataforma de verificación de identidad Unico y realizado por Ipsos con 1.200 jóvenes brasileños de entre 10 y 17 años reveló que el 11% de esa población realizó apuestas en plataformas de betting durante 2025.
La mayor concentración se produjo en los últimos cuatro meses del año, cuando el 9% de los encuestados reportó haber apostado. Los datos fueron publicados originalmente por Estadão.
Los números se concentran en los grupos de mayor edad y entre los encuestados masculinos. Entre los varones de 16 y 17 años, el 20% afirmó haber realizado apuestas en línea.
Entre las mujeres de 14 y 15 años, la cifra fue del 14%, más del triple del índice registrado entre niñas de 10 a 13 años, donde el 4% reportó acceso a plataformas de apuestas o juegos como el “tigrinho.”
Lo que los datos revelan sobre el mercado ilegal
Los hallazgos son significativos no porque señalen fallas en el mercado regulado, sino porque evidencian lo que ocurre más allá de él.
Desde enero de 2025, todos los operadores autorizados en Brasil están obligados a implementar reconocimiento facial en tiempo real como parte de sus procedimientos de Conocimiento del Cliente (KYC), lo que hace prácticamente imposible que un menor de 18 años se registre en una plataforma autorizada.
Las transacciones por Pix están restringidas a cuentas con la misma titularidad del registro en la plataforma. Los operadores que incumplan enfrentan multas de hasta R$2.000 millones y la revocación de la licencia.
Luis Felipe Monteiro, CEO para América Latina de Unico, identificó la vulnerabilidad central: “El principal desafío hoy es que gran parte de internet todavía opera con mecanismos frágiles de verificación de edad, basados únicamente en autodeclaración.
En la práctica, hacer clic en un botón que dice ‘soy mayor de 18 años’ es suficiente para acceder a diferentes tipos de contenido o servicios.”
La curiosidad fue el principal motivo citado por los jóvenes para apostar, mencionado por el 41%.
La perspectiva de ganar dinero fácil fue citada por el 34%, mientras que la influencia de los creadores de contenido registró apenas el 9%, una cifra que complica la narrativa predominante sobre el papel de los influencers en el juego entre menores.
El marco regulatorio continúa fortaleciéndose
El Estatuto Digital del Niño y el Adolescente de Brasil, en vigor desde el 17 de marzo, exige que las plataformas digitales implementen mecanismos para prevenir el uso excesivo o compulsivo entre los jóvenes, disposición que cubre explícitamente las apuestas y los juegos digitales.

La App Store se abre a los operadores de apuestas licenciados en Brasil
En un avance que la industria venía impulsando desde el lanzamiento del mercado regulado, Apple actualizó sus políticas de la App Store el 8 de mayo para permitir la distribución de aplicaciones de apuestas de cuota fija en Brasil.
El cambio aplica exclusivamente a los operadores que posean una licencia válida emitida por la Secretaría de Premios y Apuestas del Ministerio de Hacienda.
La medida pone fin a un período en el que el ecosistema iOS mantenía restricciones más estrictas para las aplicaciones de apuestas en el mercado brasileño que en mercados regulados comparables de Europa.
Esas limitaciones habían llevado a los operadores licenciados a priorizar versiones web móviles y Progressive Web Apps en lugar de aplicaciones nativas, una desventaja estructural en un mercado donde el smartphone es el principal punto de acceso del apostador.
Requisitos para la distribución en la App Store
Para los operadores que busquen publicar sus aplicaciones, Apple ha establecido un proceso de revisión específico.
Actualizar la información del app en App Store Connect sin subir una nueva versión no iniciará una revisión. Los desarrolladores deben incluir los detalles de la licencia brasileña en la sección App Review Information, insertar la información en el campo Notes y adjuntar documentación que acredite la autorización operativa.
Las aplicaciones clasificadas como contenido de juego de azar deben llevar una clasificación de edad 18+ en Brasil, aplicada automáticamente cuando el desarrollador confirma contenido de apuestas en el cuestionario de clasificación.
La lectura de la industria es clara: la actualización representa el reconocimiento internacional del marco regulatorio brasileño por parte de una de las mayores empresas tecnológicas del mundo.
Las implicaciones prácticas se extienden a toda la estrategia comercial.
El móvil ya representa la mayor cuota de acceso de usuarios en Brasil, y la disponibilidad de aplicaciones iOS nativas abre nuevas posibilidades para la optimización de conversión, la retención de usuarios, las estrategias de CRM y las campañas de notificaciones push, herramientas que las soluciones web no pueden replicar completamente.
La actualización acerca a Brasil a las condiciones operativas de los mercados regulados consolidados de Europa, donde los operadores licenciados distribuyen desde hace tiempo aplicaciones nativas a través de los ecosistemas móviles oficiales sin restricciones.
La reguladora de apuestas de Brasil lleva la experiencia nacional a Bogotá
Daniele Cardoso, secretaria de Premios y Apuestas del Ministerio de Hacienda de Brasil, representó al país en la 10ª Cumbre Iberoamericana de Juegos, que concluyó el 6 de mayo en Bogotá, Colombia.
El evento, celebrado bajo el lema “América Latina: un mercado regulado que impulsa oportunidades”, reunió a autoridades y representantes de 15 países iberoamericanos junto a empresas globales y asociaciones del sector.
La institución anfitriona fue Coljuegos, el regulador colombiano de juegos vinculado al Ministerio de Hacienda y Crédito Público.
Cardoso participó en el panel “Regulación y licencias en América Latina: el marco de estabilidad”, donde expuso la trayectoria del proceso regulatorio brasileño y los desafíos de construir un marco para un mercado que ya operaba plenamente cuando se redactaban las normas.
Trazó la base legal desde la Ley 13.756/2018 hasta la Ley 14.790/2023, que estableció el régimen regulatorio de apuestas de cuota fija, definiendo las reglas de entrada y permanencia en el mercado, el proceso sancionador, las medidas de protección al consumidor y los mecanismos para abordar las externalidades negativas de la actividad.
“Participar en encuentros internacionales nos permite conocer las experiencias de otros países, intercambiar buenas prácticas y mejorar las herramientas regulatorias legales y tecnológicas”, afirmó Cardoso.
“Esto contribuye a un entorno más seguro, transparente y protegido para el apostador.”
Una mesa iberoamericana de referencia
El panel contó también con:
- Luis Filipe Coelho, director del Servicio de Regulación e Inspección de Juegos de Portugal;
- José Luis Pérez, director de Regulación y Registro de la Dirección General de Juegos de Casino y Máquinas Tragamonedas de Perú;
- Juan Carlos Santaella Marchán, director de la Comisión de Juegos de Puerto Rico;
- Maria de Lourdes Ramírez, directora General de Juegos y Sorteos de México;
- Marco Emilio Hincapié, presidente de Coljuegos.
Un segundo panel, centrado en el juego responsable como motor de sostenibilidad a largo plazo, abordó la protección al consumidor como eje central de las operaciones de la industria, con énfasis en la implementación de políticas y herramientas capaces de garantizar la viabilidad del modelo de negocio con base en la protección de los clientes.
La presencia de Brasil en Bogotá refleja el peso creciente que el país tiene en las conversaciones regulatorias regionales.
Con uno de los marcos de licencias más completos de América Latina ya en su segundo año de operación, los reguladores brasileños son cada vez más consultados como referencia por sus pares en la región.
Fuerzas policiales disputan el control de los ingresos fiscales de las apuestas
Una medida provisional firmada por el presidente Luiz Inácio Lula da Silva a principios de abril ha generado una tensión significativa dentro de las fuerzas de seguridad federales de Brasil por la distribución de los ingresos derivados de la tributación de las apuestas de cuota fija.
La medida destina hasta R$200 millones al Fondo para el Equipamiento y Operacionalización de las Actividades Principales de la Policía Federal, conocido por su acrónimo Funapol, con el objetivo declarado de cubrir los beneficios de salud de los agentes de tres fuerzas policiales federales: la Policía Federal, la Policía Federal de Carreteras y la Policía Penal Federal.
Un reparto que no está garantizado
El encuadre político presentó la medida como una victoria compartida para las tres fuerzas. La realidad legal es más compleja.
El Funapol está estructural y exclusivamente vinculado a la Policía Federal.
La medida provisional no contiene ninguna garantía legal de que los fondos se distribuirán proporcionalmente entre las tres instituciones, una brecha que ha generado una preocupación sostenida dentro de la Policía Federal de Carreteras y la Policía Penal Federal, según CNN Brasil.
El contexto de la medida es relevante.
El gobierno había impulsado originalmente un Fondo Constitucional de Seguridad Pública como vehículo para este financiamiento, pero ese proyecto se estancó en el Congreso sin tiempo suficiente para su aprobación antes de que entraran en vigor las restricciones de la legislación electoral.
La medida provisional, que tiene fuerza legal inmediata, fue la solución alternativa. Resolvió el obstáculo burocrático sin resolver la disputa subyacente sobre la distribución.
El modelo establecido por la medida prevé que el gobierno transfiera, de forma progresiva hasta 2028, hasta el 3% de la recaudación total de impuestos sobre apuestas de cuota fija al Funapol.
Con el mercado regulado de Brasil registrando un GGR de R$37.000 millones en 2025, la escala potencial de esas transferencias es considerable.
Los aliados parlamentarios de la Policía Federal de Carreteras y la Policía Penal Federal han respondido presentando enmiendas que buscan ampliar el alcance de la distribución e impedir que la Policía Federal sea la única beneficiaria.
La disputa ha convertido el trámite de la medida en el Congreso en un verdadero campo de batalla legislativo, con ambas fuerzas manteniendo operaciones de lobby activas en Brasília para garantizar un trato igualitario.
Para la industria de las apuestas, el episodio ilustra una dinámica que se ha vuelto cada vez más visible desde el lanzamiento del mercado: los ingresos fiscales de los operadores licenciados ya son lo suficientemente grandes como para atraer competencia política por su asignación, un desarrollo que subraya tanto la escala que ha alcanzado el mercado regulado como la complejidad institucional de gestionarlo.
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ANJL
ANJL debate sobre la lucha contra el mercado ilegal de apuestas en Brasilia
La Asociación Nacional de Juegos y Loterías (ANJL) celebró una reunión el miércoles 6 en el Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, en Brasilia, centrada en la gobernanza y regulación del mercado de apuestas en Brasil.
El objetivo fue promover un diálogo sobre integridad, transparencia y el papel del sector en la prevención del lavado de dinero y la lucha contra la ilegalidad.
El panel estuvo dirigido por la abogada de la ANJL, Giovanna Dias, y el director ejecutivo de EtherCity, Rodrigo Arrigoni.

Durante la presentación, Giovanna ofreció una introducción al panorama del mercado ilegal en el país y destacó una de las principales acciones de lucha impulsadas a través del acuerdo de cooperación técnica firmado entre la ANJL, la Secretaría de Premios y Apuestas (SPA) del Ministerio de Hacienda y la Agencia Nacional de Telecomunicaciones (Anatel).
Posteriormente, Arrigoni presentó la plataforma de monitoreo continuo de sitios web ilegales desarrollada por EtherCity y explicó cómo funciona la tecnología para identificar y monitorear operaciones irregulares en el entorno digital.
Al finalizar el panel, el representante de la ANJL destacó que la iniciativa representa una medida concreta para hacer frente al mercado de apuestas ilegales y reforzó la importancia de la acción conjunta entre el sector privado y las autoridades públicas para garantizar una mayor seguridad, transparencia e integridad en el mercado brasileño regulado.
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