Brasil
A necessária contenção dos mercados preditivos no Brasil
Filipe Senna, sócio da Jantalia Advogados e secretário-geral da Comissão de Direito dos Jogos e Apostas da OAB/DF, analisa a recente decisão no Brasil de bloquear plataformas de mercado preditivo como Kalshi e Polymarket.
Ele argumenta que a medida reflete um passo regulatório necessário para sanar ambiguidades legais em um segmento que se situa entre ferramentas informativas, sistemas de apostas e derivativos financeiros, reforçando a necessidade de coerência e tratamento igualitário nos mercados regulamentados em constante evolução do Brasil.
Por Filipe Senna
O bloqueio de plataformas de mercado preditivo como Kalshi e Polymarket no Brasil, a partir de medida do Conselho Monetário Nacional (CMN) e de orientação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), é juridicamente consistente e segue a mesma lógica já aplicada a operadores de apostas ilegais.
A decisão não nasce de um impulso restritivo, mas da necessidade de preservar a coerência de um mercado que passou a ser regulado de forma mais clara nos últimos anos.
Embora essas plataformas se apresentem como instrumentos de leitura da opinião pública, sua atuação prática vai além do caráter informacional.
Parte relevante dos produtos ofertados se aproxima, e em alguns casos se equipara, às apostas de quota fixa reguladas pela Lei nº 14.790/2023. Eventos esportivos disponibilizados nesses ambientes replicam dinâmicas semelhantes às chamadas bolsas de apostas, o que torna difícil sustentar uma distinção material entre um modelo e outro.
Há ainda um segundo ponto sensível. Algumas dessas plataformas oferecem instrumentos que se assemelham a derivativos financeiros, com ativos vinculados a preços de mercado.
Por operarem fora do país, não se submetem às exigências da Comissão de Valores Mobiliários. O resultado é uma assimetria regulatória relevante, na qual empresas estrangeiras competem em condições mais favoráveis do que operadores que seguem as regras brasileiras.
Nesse cenário, o bloqueio cumpre uma função de proteção institucional, ele resguarda tanto o mercado de apostas quanto o mercado financeiro de distorções concorrenciais.
Empresas que atuam no Brasil com autorização precisam cumprir obrigações rigorosas, que incluem recolhimento de tributos, políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de proteção de dados.
Permitir que outras operem à margem dessas exigências compromete a isonomia do sistema.
A medida também tem caráter indutor. Caso essas plataformas desejem atuar no país, deverão se adequar ao enquadramento jurídico correspondente ao tipo de produto que oferecem.
Se a atividade se assemelha a apostas, deve seguir a regulação das bets. Se se aproxima de instrumentos financeiros, deve observar as regras aplicáveis a esse mercado. Trata-se de um princípio básico de organização econômica em setores regulados.
Não há violação à livre iniciativa. No ordenamento brasileiro, a liberdade econômica convive com a necessidade de cumprimento de regras, especialmente em atividades que envolvem risco financeiro e impacto social.
A atuação estatal, nesse contexto, busca garantir que a concorrência ocorra em bases legítimas, sem favorecimento indevido a quem opera fora da jurisdição nacional.
Existe, de fato, um componente informacional nesses ambientes. Mercados preditivos podem oferecer sinais úteis sobre expectativas coletivas.
O problema surge quando esse elemento convive com estruturas que reproduzem a lógica de apostas ou de produtos financeiros de alto risco.
Nesses casos, o usuário deixa de interagir apenas com informação e passa a assumir riscos típicos de jogos de azar ou de operações especulativas.
Um exemplo ajuda a ilustrar essa fronteira. Há mercados em que o participante precisa prever, em intervalos de 5 (cinco) minutos, a variação de ativos como o Bitcoin.
A dinâmica, embora apresentada como preditiva, se aproxima mais de jogos de azar ou de mecanismos semelhantes às antigas opções binárias, cuja natureza sempre esteve associada ao risco elevado e à ausência de proteção adequada ao usuário.
Diante dessa zona cinzenta, a postura adotada pelo regulador é prudente. Interromper a atividade permite aprofundar o debate, definir critérios mais claros e evitar que lacunas normativas sejam exploradas.
Só a partir dessa delimitação será possível discutir, com segurança jurídica, eventual regulamentação futura para esse tipo de plataforma.
O objetivo final é preservar um ambiente econômico equilibrado, em que inovação e livre iniciativa possam coexistir com regras claras. Sem isso, o risco não é apenas jurídico, mas também de credibilidade de todo o sistema.
Filipe Senna
Sócio do Jantalia Advogados e Secretário-Geral da Comissão de Direito dos Jogos e Apostas da OAB/DF. Autor do livro ‘A Regulação da Sorte na Internet’
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ANJL
ANJL debate sobre la lucha contra el mercado ilegal de apuestas en Brasilia
La Asociación Nacional de Juegos y Loterías (ANJL) celebró una reunión el miércoles 6 en el Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, en Brasilia, centrada en la gobernanza y regulación del mercado de apuestas en Brasil.
El objetivo fue promover un diálogo sobre integridad, transparencia y el papel del sector en la prevención del lavado de dinero y la lucha contra la ilegalidad.
El panel estuvo dirigido por la abogada de la ANJL, Giovanna Dias, y el director ejecutivo de EtherCity, Rodrigo Arrigoni.

Durante la presentación, Giovanna ofreció una introducción al panorama del mercado ilegal en el país y destacó una de las principales acciones de lucha impulsadas a través del acuerdo de cooperación técnica firmado entre la ANJL, la Secretaría de Premios y Apuestas (SPA) del Ministerio de Hacienda y la Agencia Nacional de Telecomunicaciones (Anatel).
Posteriormente, Arrigoni presentó la plataforma de monitoreo continuo de sitios web ilegales desarrollada por EtherCity y explicó cómo funciona la tecnología para identificar y monitorear operaciones irregulares en el entorno digital.
Al finalizar el panel, el representante de la ANJL destacó que la iniciativa representa una medida concreta para hacer frente al mercado de apuestas ilegales y reforzó la importancia de la acción conjunta entre el sector privado y las autoridades públicas para garantizar una mayor seguridad, transparencia e integridad en el mercado brasileño regulado.
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apuestas
Nuevas reglas del CMN y SPA reorganizan el tablero del iGaming y las apuestas deportivas
Rafael Brunati y Celso Basílio, abogados de Silveiro Advogados especializados en mercados regulados, derecho corporativo y derecho de la competencia, analizan las recientes medidas adoptadas por el Consejo Monetario Nacional (CMN) de Brasil y la Secretaría de Premios y Apuestas (SPA/MF), así como su impacto en la industria del iGaming y las apuestas deportivas.
En este artículo, examinan cómo el nuevo marco regulatorio redefine los límites entre las apuestas, los instrumentos financieros y los modelos emergentes de mercados digitales, al tiempo que refuerza la Ley N.º 14.790/2023 como pilar central de la regulación del sector.
Por Rafael Brunati y Celso Basílio
El conjunto de medidas adoptadas recientemente por el Consejo Monetario Nacional (CMN) y la Secretaría de Premios y Apuestas del Ministerio de Hacienda (SPA/MF) representa un nuevo capítulo en la consolidación regulatoria del mercado brasileño de iGaming y apuestas deportivas.
Más que una respuesta puntual a los llamados mercados predictivos, las iniciativas señalan un intento más amplio de reorganizar los límites entre apuestas autorizadas, instrumentos financieros y actividades consideradas irregulares en el país.
La Resolución CMN N.º 5.298/2026 prohibió la oferta y negociación de derivados vinculados a apuestas, eventos deportivos, juegos en línea y temas políticos, electorales, culturales o de entretenimiento sin referencia económico-financiera.
En la misma línea, la Nota Técnica SPA/MF N.º 2.958/2026 encuadró las plataformas de mercados predictivos como explotación ilegal de apuestas de cuota fija, lo que derivó en el bloqueo de decenas de plataformas por parte de la Anatel.
El movimiento refuerza de manera clara la centralidad de la Ley N.º 14.790/2023 como marco regulatorio exclusivo para la explotación de apuestas de cuota fija en Brasil.
En la práctica, el gobierno ha comenzado a delimitar con mayor precisión quién puede operar en este mercado y bajo qué condiciones.
Las plataformas que buscaban posicionarse como mercados financieros, contratos de eventos o estructuras tecnológicas alternativas pasaron a ser tratadas materialmente como operadores de apuestas.
El mensaje regulatorio es directo: si el producto compite por el mismo público, utiliza una lógica económica similar a las apuestas y conlleva riesgo asociado a eventos futuros, tiende a quedar dentro del perímetro regulatorio de la SPA.
Desde la óptica regulatoria y de competencia, esto genera un efecto relevante para los operadores autorizados.
Las empresas que invirtieron en licencias, cumplimiento normativo, prevención de lavado de dinero, integridad deportiva, políticas de juego responsable y estructura regulatoria dejan de competir con plataformas que operaban al margen de estas exigencias mediante encuadres jurídicos alternativos. Se produce así un fortalecimiento indirecto del valor económico de la licencia regulatoria otorgada por la SPA.
Al mismo tiempo, este fortalecimiento viene acompañado de un aumento significativo de las obligaciones operativas y de cumplimiento.
Las recientes medidas también reabren un debate importante sobre los límites regulatorios de las llamadas betting exchanges y los modelos peer-to-peer.
La propia Nota Técnica SPA/MF N.º 2.958/2026 reconoce que la negociación entre apostadores y la existencia de precios dinámicos no desnaturalizan necesariamente la condición de apuesta de cuota fija. Esta interpretación es relevante porque acerca los mercados predictivos a las estructuras de bolsas de apuestas ya previstas en la Ley N.º 14.790/2023.
Este punto podría abrir espacio, en el futuro, para modelos regulados de betting exchange en Brasil, siempre que estén dentro del perímetro autorizado por la SPA.
Sin embargo, la regulación operativa de este formato aún no ha sido desarrollada por la autoridad, lo que mantiene un nivel importante de incertidumbre para los operadores interesados en innovación de producto.
Desde otra perspectiva, las medidas también tienden a generar una intensa judicialización. Existen debates relevantes sobre los límites de la competencia del CMN para restringir ciertos tipos de derivados, sobre la actuación interpretativa de la SPA respecto a los mercados predictivos y sobre el bloqueo de plataformas sin orden judicial.
Independientemente del desenlace de estas disputas, lo cierto es que el mercado brasileño de iGaming y apuestas deportivas entra en una nueva fase.
La lógica regulatoria deja de centrarse únicamente en la autorización formal para operar y pasa a incorporar de forma más intensa temas como integridad financiera, protección de usuarios vulnerables, gobernanza de datos, trazabilidad de pagos y supervisión operativa continua.
El sector continúa creciendo, pero ahora dentro de un entorno significativamente más sofisticado —y más exigente. Para los operadores autorizados, esto representa simultáneamente una barrera de entrada para competidores irregulares y un aumento relevante en los costos de cumplimiento. En un mercado cada vez más regulado, la diferencia competitiva tiende a depender menos de la capacidad de ofrecer apuestas y más de la capacidad de operar con seguridad regulatoria, integridad operativa y rápida adaptación a las nuevas exigencias del Estado.
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apuestas
El auge de las apuestas en Brasil: fragmentación regulatoria e impacto social
El Congreso multiplica los proyectos de ley sobre apuestas, pero la prevención sigue siendo marginal
El Congreso brasileño ha incrementado significativamente su actividad legislativa sobre las apuestas en línea entre 2023 y 2025, pero un nuevo estudio muestra que solo una pequeña fracción de las propuestas se centra en la prevención y la salud pública.
Según una encuesta publicada por el Instituto de Estudios de Políticas de Salud (IEPS), en colaboración con el Frente Parlamentario para la Promoción de la Salud Mental (FPSM) y Umane, la respuesta a la rápida expansión de las apuestas sigue fragmentada y en gran medida desconectada de las prioridades de la política de salud.
El informe analizó 231 proyectos de ley presentados entre enero de 2019 y marzo de 2026, tanto en la Cámara de Diputados como en el Senado.
Las propuestas abarcan 19 partidos políticos e incluyen legislación activa, archivada y promulgada. La investigación identificó un aumento de seis veces en los proyectos de ley relacionados con las apuestas, pasando de 18 en 2023 a 117 en 2025.
A pesar de este aumento, solo el 6,1% de las propuestas se centran en políticas de gobernanza y prevención relacionadas con los daños del juego.
La mayoría de las iniciativas se concentran en reglas operativas para las plataformas de apuestas (30%) y en la regulación de la publicidad y el patrocinio (23%).
Las apuestas son vistas más como un producto comercial que como un problema de salud pública
Según la directora de relaciones institucionales del IEPS, Rebeca Freitas, el patrón legislativo sugiere que los legisladores han tratado predominantemente las apuestas en línea como un mercado comercial en lugar de un riesgo para la salud.
El instituto sostiene que las apuestas deberían regularse bajo un marco de salud pública, similar a la regulación del tabaco, dado su potencial de adicción y daño financiero.
Freitas también señala que el aumento de las propuestas legislativas no se traduce necesariamente en una regulación efectiva. Muchos proyectos de ley se solapan, carecen de coordinación o no logran avanzar en el Congreso.
La publicidad se convierte en un campo de batalla regulatorio central
Entre los 53 proyectos de ley centrados en la publicidad, 37 proponen restricciones o prohibiciones totales a la promoción de apuestas.
El debate refleja tendencias internacionales, como las restricciones del Reino Unido a los patrocinios de apuestas en las camisetas de fútbol. En Brasil, sin embargo, más del 80% de los clubes de fútbol de la Serie A mantienen acuerdos de patrocinio con empresas de apuestas.
Los investigadores destacan que la regulación de la publicidad podría tener un impacto significativo en la salud pública, particularmente porque las plataformas de apuestas digitales están diseñadas con elementos de ingeniería del comportamiento, como estimulación por colores, animaciones y mecánicas de retención que fomentan el uso continuo.
Algunas propuestas legislativas intentan abordar este problema de manera más directa. Un ejemplo es el PL 1841/2025, que introduce mecanismos de interrupción automática para el acceso de los usuarios, mientras que el PL 4294/2025 propone el uso de herramientas tecnológicas para identificar comportamientos de juego de riesgo.
Rápido crecimiento de los daños relacionados con las apuestas en el sistema de salud pública
Los datos de la Tercera Encuesta Nacional sobre Alcohol y Drogas (LENAD III), realizada por la Universidad Federal de São Paulo (Unifesp), estiman que el 7,3% de los brasileños muestra algún nivel de comportamiento de juego asociado con daños potenciales.
Al mismo tiempo, el sistema de salud pública (SUS) ha informado de un fuerte aumento en los casos relacionados con la adicción a las apuestas.
Según el informe del IEPS, la demanda de tratamiento casi se duplicó en 2025 en comparación con el año anterior, lo que indica que los servicios de salud están luchando para mantener el ritmo de la expansión del mercado.
Las disputas por los ingresos eclipsan la agenda de prevención
El informe también destaca una disputa política sobre los ingresos fiscales de las apuestas, que aumentaron de R$ 38 millones a R$ 6,8 mil millones en un solo año, según datos de la Recaudación Federal citados en el estudio.
Entre los 41 proyectos de ley relacionados con la tributación y la asignación de ingresos, la mayoría de las propuestas se centran en distribuir fondos en áreas como salud, seguridad, deportes, protección ambiental e incluso bienestar animal.
Un ejemplo, el PL 1959/2025, propone la creación de un fondo nacional para abordar los impactos del juego, pero prioriza el bienestar animal y la seguridad pública por encima de la prevención de la adicción al juego.
Pocas propuestas apuntan a restricciones estructurales del mercado
A pesar del rápido crecimiento del sector, solo seis proyectos de ley —menos del 3% del total— proponen una prohibición total o restricciones estructurales a las apuestas en línea. Algunas de estas iniciativas buscan revocar el marco legal actual de Brasil, incluida la Ley 14.790/2023, que regula las apuestas de cuota fija.
El IEPS advierte que Brasil está experimentando una “carrera regulatoria” sin coordinación ni planificación estratégica. Según Freitas, el volumen de propuestas no refleja madurez regulatoria, sino fragmentación política.
Presión política y falta de una estrategia integrada
El instituto sostiene que la respuesta legislativa de Brasil carece de un enfoque unificado del juego como un problema de salud pública.
Si bien el Congreso demuestra conciencia de la rápida expansión del sector, todavía no existe una estrategia regulatoria integrada capaz de abordar simultáneamente la adicción, la protección del consumidor y la supervisión del mercado.
El estudio concluye que las apuestas todavía se tratan en gran medida como una actividad económica en lugar de un riesgo conductual, lo que deja una brecha entre la regulación y el impacto social en el mundo real.
El 25% de los brasileños apostó en línea en el último mes, según una encuesta
Un estudio separado de Meio/Ideia refuerza la escala de la adopción de las apuestas en Brasil.
La encuesta, realizada a 1.500 encuestados, encontró que el 25% de los brasileños realizó apuestas en línea en los últimos 30 días. Los datos tienen un margen de error de 2,5 puntos porcentuales y un nivel de confianza del 95%.
La investigación destaca que las apuestas se han convertido en un problema social y político, con implicaciones para las políticas públicas e incluso para la dinámica electoral.
Diferencias de género, ingresos y regiones
Los hombres muestran una mayor participación en las apuestas en línea que las mujeres, con un 28,8% frente a un 21,5%.
Sin embargo, las mujeres son más propensas a apoyar una regulación más estricta o una prohibición total, mientras que los hombres se inclinan más por apoyar la continuidad del mercado.
El nivel de ingresos no afecta significativamente el comportamiento de apuesta, ya que las tasas de participación se mantienen relativamente estables en la mayoría de los niveles de ingresos, excepto para los de mayores ingresos, donde la participación cae.
Regionalmente, el Norte de Brasil lidera la actividad de apuestas con un 41,4%, seguido por el Centro-Oeste, Noreste, Sur y Sureste.
Percepción pública: dominan las preocupaciones por la adicción y la deuda
La mayoría de los brasileños asocia las apuestas en línea con el riesgo financiero. Alrededor del 59% cree que las apuestas contribuyen al endeudamiento de los hogares, mientras que el 61,9% dice que pueden conducir a la adicción.
Estas preocupaciones son particularmente fuertes entre las personas de 35 a 44 años.
La opinión pública está dividida sobre la prohibición: el 44% apoya una prohibición total, mientras que el 24% se opone. Un tercer grupo apoya permitir las apuestas pero prohibir la publicidad.
Una creciente falla política y social
El estudio sugiere que las apuestas se están convirtiendo en un tema político importante en Brasil, especialmente antes de las próximas elecciones.
Los investigadores advierten de una contradicción estructural: mientras el gobierno se beneficia del aumento de los ingresos fiscales, también enfrenta niveles crecientes de deuda en los hogares vinculados al comportamiento de apuesta.
Al mismo tiempo, las plataformas de apuestas ilegales siguen estando muy extendidas, representando un estimado del 51% del mercado, según el Instituto Brasileño de Juego Responsable (IBJR), con operaciones ilegales que mueven aproximadamente R$ 40 mil millones anuales.
La regulación aún va a la zaga de la realidad
Ambos estudios convergen en la misma conclusión: las apuestas se han expandido rápidamente en Brasil, pero la regulación, la prevención y las respuestas de salud pública no han mantenido el ritmo. Mientras el Congreso acelera la producción legislativa, la ausencia de coordinación y enfoque estratégico continúa limitando la efectividad de la política pública.
El resultado es un panorama regulatorio fragmentado en el que coexisten los intereses económicos, las preocupaciones de salud pública y las presiones políticas sin un marco unificado capaz de abordar la escala del fenómeno.
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